10.5.09

Madeleine McCann está viva e na serra algarvia

Investigadores ingleses contratados pelos pais da criança desaparecida da Praia da Luz dizem ser muito provável que Madeleine McCann esteja ainda na zona da Praia da Luz. Dave Edgar, que chefia a equipa de investigadores privados de Gerald e Kate McCann, disse ao jornal News of the World ser “muito provável” que Madeleine esteja viva e naquela zona, indicando uma área do interior algarvio, a cerca de 16 quilómetros da Praia da Luz. “Tratam-se de zonas isoladas e pobres, onde os aldeões vivem como sempre viveram, desde há muitos anos”, afirmou o ex-polícia britânico, salientando que a polícia portuguesa nunca fez buscas naquelas zonas.

Investigadores ingleses tiveram acesso a “ficheiros secretos”

Um grupo de ex-polícias britânicos, contratados pelos pais de Madeleine McCann, afirmaram ontem estar na posse de elementos que apontam para a possibilidade de a menor ter sido raptada por pedófilos residentes no Algarve. De acordo com Dave Edgar, que chefia a equipa de investigadores privados, as fragilidades da actuação da polícia portuguesa portuguesa terão permitido ao raptor escapar. O investigador britânico revelou ainda, em entrevista ao jornal News of the World, que a sua equipa teve acesso a documentos do processo que não foram revelados aos jornalistas.

Pedófilos atacam no Algarve


De acordo com o jornal inglês News of the World, foram registados uma série de ataques pedófilos a crianças britânicas, nos últimos anos, no Algarve, perante a incapacidade e incompetência da polícia portuguesa.
O mesmo jornal refere que quase duas dezenas de pedófilos viviam perto da zona de onde foi raptada Madeleine McCann. Dave Edgar, que trabalha para os pais da criança desaparecida da Praia da Luz acusa ainda a polícia portuguesa de se recusar a colaborar com os investigadores britânicos, que estão agora a tentar localizar os pedófilos que viviam perto do Ocean Club, na Praia da Luz.
De acordo com aquele ex-polícia britânico, Madeleine McCann poderá ter sido levada para um aldeia no interior da serra algarvia, salientando que a polícia portuguesa nunca realizou buscas naquela região. Os investigadores ao serviço da família McCann procuram agora, no Algarve, cinco pedófilos suspeitos que poderão ter raptado Madeleine.

30.3.09

A não perder...

Um texto excepcional de Paulo Sargento, aqui, sobre as mais recentes manobras do "Team Mccann". Uma leitura necessária, para perceber as mais recentes iniciativas do grupo, agora que o milionário Brian Kennedy fechou os cordões à bolsa e os obriga a procurar novas fontes de rendimento.

26.3.09

Cartazes de Madeleine destruídos

A população da zona da Praia da Luz destruiu a maior parte dos cartazes da nova campanha lançada pelos pais de Madeleine McCann, destinada a assinalar o segundo aniversário do seu desaparecimento, de acordo com o Correio da Manhã.

12.8.08

Pinto Balsemão, membro do Conselho de Administração do "Daily Mail and General Trust"


"F P Balsemão
Independent Non-Executive Director (Portugese; aged 69)
Francisco Balsemão was appointed to the Board in 2002. He is chairman and chief executive of IMPRESA, S.G.P.S, chairman of the European Publishers Council and a former prime minister of Portugal."

É, sem dúvida, coincidência, o facto de o semanário "Expresso" ter as mais violentas críticas contra Gonçalo Amaral. Vide os editoriais e artigos de opinião de Hnerique Monteiro e Martin Cabral. Não tenho dúvida nenhuma de que é uma mera coincidência, porque não acredito que nenhum daqueles jornalistas se deixe influenciar, minimamente, seja por quem for.

Henrique Monteiro (Director do Expresso)

O 'segredo de Justiça' e as 'mentiras' da imprensa

Quem se responsabiliza pelo 'caso Maddie'?

Martin Cabral

A fé canina de Gonçalo Amaral


19.7.08

Os apoiantes portugueses dos McCann

Dos 24 deputados europeus portugues, 14 assinaram a declaração de apoio à criação de um sistema europeu de alerta, em caso de desaparecimento de crianças. A declaração, subscrita por cinco deputados, foi o pretexto para levar o casal McCann ao Parlamento Europeu, onde deram uma conferência de Imprensa, salientando mais uma vez que, se um sistema de alerta semelhante ao existente nos EUA, estivesse activo, Madeleine McCann poderia ter sido salva das mãos do alegado raptor.

Paulo Casaca (PS), Maria da Assunção Esteves (PSD), Edite Estrela (PS), Emanuel Jardim Fernandes (PS), Ilda Figueiredo (PCP-PEV), Ana Maria Gomes (PS), Pedro Guerreiro (PCP), Joel Hasse Ferreira (PS), Jamila Madeira (PS), João de Deus Pinheiro (PSD), Luis Queiró (CDS), José Ribeiro e Castro (CDS), Manuel António dos Santos (PS) e José Albino Silva Peneda (PSD) assinaram a declaração que apoia a pretensão dos McCann.

Carlos Coelho, do PSD, recusou-se a assinar e chamou os bois pelo nome: os McCann lançaram uma campanha de Relações Públicas para se apropriarem de uma inicativa do Parlamento Europeu, que estava em curso, afirmou. De salientar que a União Europeia tem uma estratégia definida, que está a ser aplicada desde 2006, para reforçar a cooperação entre forças policiais, nestes casos.

No passado dia 9, os ministros europeus da Justiça, reunidos em Cannes, França, rejeitaram a ideia de um alerta inspirado no sistema norte-americano, como os McCann pretendem. Curiosamente, o principal responsável pelo departamento da polícia britânica encarregue de investigar casos de crianças desaparecidas manifestou publicamente a sua total oposição ao projecto dos McCann, em declarações ao jornal Times. O Comissário Richard Bryan afirmou que, na Europa, "não há necessidade de imitar o sistema norte-americano" e lembrou que o próprio Reino Unido já tem sistema nacional de alerta, desde 2006, que apenas foi utilizado três vezes.

4.7.08

Ex-investigador do caso MAddie "despejou o saco"

Entrevista de Gonçalo Amaral à TVI (download)

11.6.08

Polícias europeias testam sistema de alerta para rapto de crianças

Representantes de Portugal e de Espanha vão acompanhar, como observadores, a simulação do um rapto de uma criança, em França, para testar os meios utilizados pelas autoridades deste país em colaboração com três outros estados-membros da União Europeia: Bélgica, Holanda e Luxemburgo.

Os países do Benelux - Bélgica, Holanda e Luxemburgo - associaram-se à França para efectuar o exercício, esta quinta-feira, 12 de Junho. A iniciativa francesa, lançada pela Ministra de Justiça, Rachida Dati, pretende verificar a eficácia da coordenação e colaboração dos sistemas de alerta existentes nos quatro países. A polícia do Reino Unido também foi convidada a participar no exercício, como observador, mas recusou o convite.

Este exercício, para o qual as autoridades pediram a colaboração dos meios de Comunicação social, começa pela encenação do rapto de uma criança luxemburguesa em Tourcoing (França). Os “raptores” vão transportar a criança num automóvel de matrícula holandesa, durante uma fuga que passa pela Bélgica, país onde a Policia Federal vai utilizar os seus meios logísticos – que incluem um helicóptero equipado com os mais modernos sistemas de vigilância – para os tentar localizar e interceptar.

Durante o exercício, as autoridades dos quatro países organizadores vão utilizar e testar meios adicionais de alerta, como o recurso aos painéis digitais informativos das auto-estradas e ainda os ecrãs existentes nos pontos de venda da lotaria nacional.

Nos quatro países, um alerta de desaparecimento será enviado a todos os meios de Comunicação Social a fim de verificar o seu nível de colaboração: “Queremos saber com quem podemos contar, para divulgar este tipo de informação, com que rapidez e através de que suporte”, explicou Frédéric Van Leeuw, porta voz do Ministério Publico belga.

A iniciativa, que partiu da Ministra da Justiça francesa, Rachida Dati, pretende verificar o nivel de cooperação entre as autoridades dos quatro paises envolvidos e a eficácia da coordenação dos sistemas já existentes.

A França, que assume a presidência rotativa do Conselho Europeu no segundo semestre de 2008, quer relançar o debate para que seja criado um sistema de alerta europeu a utilisar nos casos de desaparecimento de crianças que obrigue a uma melhor coordenação entre as autoridades policiais dos estados membros.

Duarte Levy & Paulo Reis

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9.6.08

Caso McCann: Tapas 4 desconfiam da PJ

Alguns dos amigos dos McCann não quiseram participar na reconstituição do desaparecimento de Madeleine McCann, solicitada pelas autoridades portuguesas, por terem “sérias dúvidas” quanto às verdadeiras intenções da Polícia Judiciária, ao avançar com essa iniciativa, afirmou o porta-voz da família, Clarence Mitchell, em entrevista a uma rádio irlandesa, no passado dia 4 de Junho.

A hipótese de a PJ pretender provar a existência de contradições entre os depoimentos formais dos amigos do casal, enquanto testemunhas do processo-crime, e os pormenores resultantes da reconstituição, no terreno, foi uma das questões colocadas durante a entrevista. A jornalista Pat Kenny, da "RTÊ Radio 1", referiu a "existência de suspeitas" de que a PJ, ao solicitar a participação dos amigos dos McCann, "estaria a tentar apanhá-los em contradição (...) e encontrar falhas nos seus depoimentos." Clarence Mitchell admitiu que a jornalista "podia tirar essa conclusão, se quisesse", mas recusou-se a comentar.

"Há todo um conjunto de razões que justificaram o facto de eles terem sérias dúvidas sobre o que poderia resultar (da reconstituição) ", afirmou Clarence Mitchell, ao ser questionado sobre qual seria a utilidade da reconstituição, uma vez que a PJ não autorizava a sua transmissão televisiva.

Os amigos dos McCann "afirmaram claramente – e continuam a dizê-lo – que estão dispostos a fazer tudo o que for necessário para ajudar a encontrar Madeleine", salientou o porta-voz da família. No entanto, alguns desses amigos acharam que a reconstituição do desaparecimento de Madeleine, proposta pela PJ, "não teria qualquer utilidade para ajudar a encontrá-la", acrescentou. "Tal como referiu (a reconstituição) não seria transmitida pela televisão, o que significa que não levaria ao aparecimento de novas pistas... Porquê, e o que é que isso poderia produzir de positivo, um ano depois dos acontecimentos?" - foi a pergunta deixada por Clarence Mitchell.

O porta-voz dos McCan lembrou ainda que "não há memória" de terem sido utilizados os próprios intervenientes, em vez de actores contratados, "na reconstituição de crimes realizados na Irlanda, Inglaterra ou em qualquer outro lugar". Para Clarence Mitchell, todos estes detalhes levaram a que ele próprio, o casal McCann, alguns dos seus amigos e, inclusivé, os advogados do casal, se questionassem sobre quais as verdadeiras intenções da PJ..

O ex-jornalista da BBC acusou as autoridades portuguesas de assumirem posições contraditórias, por terem recusado uma reconstituição dos acontecimentos, com a utilização de actores, proposta pela BBC, pouco depois de Madeleine McCann ter desaparecido. "Nós não fazemos isso, aqui (em Portugal), não fazemos reconstituições", terá sido a resposta da Polícia Judiciária, de acordo com Clarence Mitchell. "E, de repente, mudam de opinião e vêm dizer, um ano depois: 'Vamos fazer (uma reconstituição) mas à nossa maneira."

O pedido da PJ provocou "uma intensa discussão", entre o grupo de amigos dos McCann, alguns dos quais acabaram por mandar um recado à PJ, recusando participar: "Obrigado por este convite, mas não achamos que (a reconstituição) tenha qualquer utilidade", terá sido a mensagem enviada, de acordo com Clarence Micthell.

Duarte Levy & Paulo Reis

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5.6.08

Justiça online

O acórdão do Tribunal da Relação de Évora, sobre o pedido do Ministério Público para ter acesso às mensagens privadas dos Mccann e amigos, enviadas por sms, quando do desaparecimento da criança, foi colocado no site do Instituto das tecnologias de Informação da Justiça, na página referente ao Tribunal da Relação de Évora. Poucos dias depois de o “24 Horas” noticiar o facto – e o conteúdo do acórdão – o texto foi retirado.

O juiz-desembargador Abel Mourisco disse àquele matutino que não retirou o texto por considerar haver violação do segredo de Justiça, mas sim porque pretende aperfeiçoá-lo, introduzindo mais ligações a aspectos jurídicos do caso. Admite, no entanto, que os jornalistas identificaram rapidamente o caso a que se referia o acórdão, embora, como é norma, os intervenientes não sejam identificados, na publicação online destes documentos.

O texto original pode ser obtido aqui, graças à eficácia do meu colega Duarte Levy. E já agora, como curiosidade, eu devo ser o único réu de um processo-crime que é claramente identificado, na publicação de um desses acórdãos, com nome completo e tudo. Há bastantes anos telefonei a um responsável por esse site, propriedade do Governo de Macau (na altura ainda sob administração portuguesa) chamando-lhe a atenção para o tratamento diferenciado que me estava a ser aplicado. Até hoje, tudo como dantes, Quartel-General em Abrantes. O queixoso era, na altura, o presidente do Tribunal Superior de Justiça de Macau, Farinha Ribeiras.

Um detalhe curioso


O seu a seu dono. Foi uma das minhas simpáticas leitores que levantou a questão, num comentário colocada numa das minhas páginas. Madeleine Mccann desapareceu há mais de um ano. Dezenas de milhares de notícias foram publicadas e os pais deram centenas de entrevistas. Os amigos dos Mccann falaram com centenas de jornalistas, a maioria das vezes em “off the record”. Jane Tanner deu uma entrevista à TV, explicando pormenores do seu alegado avistamento de um hipotético raptor, transportando uma criança com um pijama igual ao de Maddie.

Nos textos que tenho arquivados, ocupando mais de 2 gigabytes de memória do meu computador – com backups de segurança – não encontrei uma única referência a um detalhe. O grupo dos Tapas tinha combinado um esquema de vigilância rotativa, com cada adulto a ir, regularmente, ao edifício onde todos eles estavam alojados. Nessas deslocações, verificavam se todas as crianças estavam bem.

Mas de quantas crianças e apartamentos estamos a falar? Havia pelo menos mais dois casais com crianças a dormir nos respectivos apartamentos. Gerry McCann, por exemplo, nunca refere se foi ver Madeleine, pela última vez antes de Kate dar o alarme do seu desaparecimento, antes ou depois de ir aos outros dois apartamentos confirmar se tudo estava bem. Aliás, o pai de Madeleine – que eu tenha reparado – nunca referiu ter ido a outro dos apartamentos onde dormiam os filhos dos amigos. Interessante.

E Jane Tanner diz que saiu do Tapas para verificar se a filha estava bem, cruzando-se com Gerry Mccann, na rua, em amena cavaqueira com um outro hóspede do resort. Porque razão Jane Tanner foi ao seu apartamento, se Gerry Mccan tinha saído da mesa há pouco tempo, exactamente para fazer a suposta ronda pelos vários quartos onde as crianças dormiam? Afinal, havia um sistema rotativo de controle, combinado entre todos os adultos, como o grupo dos Tapas garantiu, desde início? Ou cada casal era responsável por vigiar apenas as suas própias crianças, como disse Diane Webster, a mãe de Fiona Payne, nas suas declarações à Polícia?

3.6.08

Uma imagem vale por mil palavras

Uma foto que dispensa comentários: Gerry Mccann explica, perante uma plateia seleccionada de especialistas e jornalistas, a planificação detalhada para o desenvolvimento da campanha relacionada com o desaparecimento da sua filha.

5.1.08

Imprensa britânica apela a boicote de Portugal

O jornal inglês Telegraph apelou aos seus leitores para que não escolham Portugal como destino de férias, a fim de manifestar a sua solidariedade para com o casal McCann. Num artigo de opinião, o periódico britânico classifica a Polícia portuguesa como "totalmente inútil" e chama a Portugal uma autêntica "república das bananas", recomendando aos seus leitores que, tenham ou não crianças, não escolham Portugal como destino de férias.

3.1.08

Caso Madie: investigação continua em segredo de Justiça

Maddie: MP quer mais tempo para investigar
Novo relatório do caso Madeleine enfatiza possível culpa dos pais
Caso Maddie em segredo de justiça por mais três meses

28.12.07

A campanha da Sky News

O último dos 52 alegados pedófilos ingleses que teriam por hábito passar férias em Portugal já foi localizado e interrogado. Christian Ridout não teve nada a ver com o desaparecimento de Madeleine McCann, garante a Sky News. De fora fica um pequeno pormenor: o alegado pedófilo há dois anos que deixou a Praia da Luz e nunca mais visto em Portugal - facto que a Sky News esconde...

Coincidências na Praia da Luz

Bridget O’Donnell foi produtora do Crimewatch, um programa sobre crime, da BBC. O marido, Jes Wilkins, é produtor de televisão, numa empresa privada, a Zig Zag productions. Wilkins esteve vários minutos à conversa com Gerry McCann, na noite em que Madeleine desapareceu e acusou Jane Taner, a famosa testemunha que diz ter visto alguém a transportar uma criança, de estar a mentir.

Wilkins desapareceu completamente, depois de ter feito estas afirmações. Mas a sua mulher reapareceu, em Dezembro, assinando um artigo onde defende a inocência dos McCann. Jo Wheeler vive na Praia da Luz e é apresentadora do boletim meteorológico semanal da Sky News.
Martin Brunt, o jornalista da Sky News especializado em crime, refere no seu blogue que a possibilidade de os McCann terem alugado um apartamento na Praia da Luz a alguém com o mesmo apelido seria de 7.500 para uma. O facto é que a dona do apartamento 5A se chama Ruth McCann e vive em Liverpool, a mesma cidade de onde são naturais os pais de Kate McCann e onde nasceu a mãe de Madeleine.

Portanto, na noite de 3 de Maio de 2007, quando Madeleine Beth desapareceu, estavam na zona do Ocean Club pelo menos três pessoas cuja actividade profissional tem a ver com cadeias de televisão britânicas e norte-americanas. Em termos estatísticos, quais seriam as probabilidades de isto acontecer?

10.12.07

Clarecene Mitchel: McCann fizeram o mesmo que milhares de outros turistas

"Se os McCann violaram a lei, acho que milhares de outros turistas também poderiam ser acusados do mesmo", referiu o porta-voz do casal McCann, Clarence Mitchell, respondendo a afirmações do ex-inspector da PJ Pereira Cristóvão, que disse que o casal merecia ter sido detido e acusado de ter abandonado os filhos. Já anteriormente Clarecence Mitchell tinha refutado acusações idênticas, lembrando que há diferenças culturais entre britânicos e portugueses e que é um hábito dos pais britânicos deitarem as crianças cedo, para disporem de tempo para si próprios.

Pais de Madeleine apelam a testemunhas para que não contactem a policia portuguesa

O casal McCann lançou novamente um apelo a todos os turistas que estavam na Praia da Luz, no dia 3 de Maio, para que contactem a polícia, caso ainda não tenham sido entrevistados. Há vários meses que a polícia de Leicestershire enviou cartas a cidadãos britânicos que tinham estado na Praia da Luz e que ainda não teriam sido inquiridos, pedindo-lhes que contactassem a polícia local. Os McCann, no entanto, ao repetirem agora esse apelo, acrescentaram o contacto da agência privada de detectives que foi contratada com o objectivo de provar que Madeleine McCann foi raptada e apagaram qualquer referência à polícia portuguesa.
Num apelo divulgado a partir de Rothley, Gerry e Kate pediram a turistas que se encontravam "na Praia da Luz" e que ainda não tenham sido entrevistados pela Polícia que "tomem a iniciativa de contactar a sua polícia local", refere o comunicado divulgado pelo casal. "Caso não desejem falar com a polícia, contactem a nossa linha confidencial, gerida pelos nossos detectives privados em Espanha", adianta o comunicado, que exclui especificamente a polícia portuguesa das entidades que eventuais testemunhas devam contactar.

Grupo do Tapas Bar teve encontro secreto com assessores dos McCann

O grupo de pessoas que jantou com o casal McCann, na noite de 3 de Maio, quando Madeleiene desapareceu, esteve reunido com assessores e membros da equipa de advogados que apoia o casal, num encontro "secreto" inicialmente previsto para a semana antes do Natal. Ao contrário do que tinha sido inicialmente prometido a alguns jornais britânicos, não foi fornecida uma fotografia desse encontro, por falta de acordo entre os participantes. O encontro foi organizado logo após a notícia de que dois dos membros do chamado "Tapas Nove" corrigiram vários pormenores dos seus depoimentos iniciais e revelaram novos detalhes do que se passou a 3 de Maio, em documento enviado às autoridades portuguesas, através de um advogado de Londres.

Presidente da Associação de advogados britânicos ataca Justiça portuguesa

O presidente da associação britânica de advogados, Timothy Dutton, afirmou ontem que a "Justiça britânica teria sido muito mais eficaz na descoberta do que aconteceu" a Madeleine McCann. O advogado justificou esta afirmação de superioridade da Justiça britânica, com argumentos que lembram os princípios básicos da ideologia nazi, mas não explicou porque razão considerava a Justiça e o sistema legal portugueses inferiores aos da Grã-Bretanha, acrescentando apenas que os britânicos teriam "analisado cuidadosamente todas as provas antes de chegarem a conclusões". Timothy Dutton mostrou-se ainda "tocado" pelos apelos públicos feitos para que "a velha e boa Justiça britânica" interviesse, no processo de investigação do desaparecimento de Madeleine McCann. Recorde-se que, da equipa de advogados que defende os McCann, fazem parte o bastonário da Ordem dos Advogados de Portugal, Rogério Alves e o presidente da Comissão de Direitos Humanos da mesma Ordem, Pinto de Abreu.

6.12.07

Clarence Mitchell: livro “A Culpa dos McCann” é um monte de lixo

O porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, classificou o livro “A Culpa dos McCann”, da autoria de Manuel Catarino, chefe de redacção do Correio da Manhã, como “uma mentira e uma completa invenção”, acusando o seu autor de estar a tentar “lucrar” com o sofrimento dos pais de Madeleine, ao publicar este tipo de “lixo”, aproveitando-se da época do Natal. Clarence Mitchell revelou ainda que os advogados dos McCann estão a analisar cuidadosamente o conteúdo da obra, deixando antever a hipótese de avançarem com um processo, caso encontrem matéria que seja considerada ofensiva pelo casal.

4.12.07

Gerry McCann candidato a figura do ano na Escócia

O pai de Madeleine McCann, suspeito no desaparecimento da própria filha, é um dos candidatos ao título de "Escocês do Ano", lado a lado com o primeiro-ministro Gordon Brown e com o jornalista Alan Johnston, da BBC. A eleição do "Escocês do Ano" é realiada pelo jornal Scotsman e tem como objectivo eleger o escocês que mais se tenha destacado, no ano de 2007, pelo seu exemplo ou realizações levadas a cabo, na sua área de actividade.

Novo embaixador inglês era conselheiro de Durão Barroso

Alexander Ellis, novo embaixador do Reino Unido em Portugal, desempenhou o cargo de conselheiro do Presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, até Setembro passado, quando foi colocado em Lisboa. Alexandre Ellis é casado com uma portuguesa e já tinha exercido anteriormente funções diplomáticas em Portugal.

3.12.07

Redução de donativos preocupa família McCann

Cerca de 700 mil libras, de um total de mais de um milhão de donativos feitos ao fundo para ajudar a encontrar Madeleine McCann já foram gastas, de acordo com revelações de familiares dos McCann. John McCann, irmão de Gerry, acusou a "trampa" que a Imprensa tem publicado de ser responsável pela redução acentuada dos donativos para os fundos criados pelos pais de Madeleine McCann. John McCann não adiantou detalhes sobre o nível de despesas e donativos do fundo criado para pagar aos advogados do casal.

2.12.07

McCann acusam PJ de ser corrupta

O site Help Find Madeleine, um site oficial ligado à família da criança desaparecida na Praia da Luz, acusa a Polícia Judiciária de corrupção, pedindo que amanhã, dia 3 de Dezembro, seja organizado um dia de jejum e oração com o objectivo de "denunciar" e "colocar um fim à corrupção que tem afectado a investigação da polícia", no caso do desaparecimento de Madeleine McCann. O casal McCann já anteriormente tinha acusado a PJ de os estar a incriminar falsamente e pretender encerrar rapidamente o caso, por não ter mais dinheiro para continuar as investigações - acusações formuladas por Kate McCann, numa entrevista concedida na véspera de ser constituída arguida. Gerry McCann, por seu lado, classificou a polícia portuguesa como sendo constituída por "imbecis" com quem tinha que se ter cuidado.

27.11.07

Vamos nessa, Vanessa!

Sabiam que a Leonor Cipriano e o irmão confessaram ter morto a Joana Ciprinano e, por causa disso, foram condenados? Não sabiam? Deixem lá, que o Tribunal que os condenou também não sabia. Apenas os débeis mentais dos jornalistas do Daily Mail descobriram isto. Tudo serve, a esta cáfila que lambe as botas aos poderosos amigos dos McCann, para alimentar a campanha da sua inocência, substituindo-se à Polícia e aos tribunais portugueses. E depois, estes jornalistas ingleses são como ovelhas num rebanho: para onde vai um, vão os outros, o que um escreve, os outros copiam sem citar. O que pode ter alguns aspectos positivos, caso um deles, mais afoito ou cheio de cerveja, resolva atirar-se - metaforicamente falando, claro - de uma falésia abaixo.

Advogados, clientes e pagantes

Vamos imaginar que um modesto cidadão está num quarto com um leão, um tigre, um advogado, uma pistola e duas balas. Contra quem é que dispara, primeiro? A resposta é óbvia: contra o advogado, duas vezes. De facto, má-fama é algo que os pobres dos advogados têm, entre o povo. Injustificada, claro. Toda a gente sabe que os advogados são uns beneméritos, que atendem o cidadão comum e que não lhes tiram couro e cabelo, por dá cá aquela palha. No caso Madeleine McCann, duas das figuras de maior relevo na hierarquia da Ordem dos Advogados aceitaram fazer parte da equipa de causídicos contratada para defender (?) o casal McCann. O pobre do bastonário, numa declaração algo simplória (na minha humilde opinião...), disse ao Diário de Notícias que aceitou o caso (?) porque “há motivos” para defender o casal e quer, para já, “destruir a ideia absurda das rivalidades entre polícias, advogados ou países”. Para o bastonário, o importante é “descobrir o que aconteceu, repor a justiça e, claro, se possível, descobrir a criança, que é o que os pais querem”.

Já agora, Dr. Rogério Alves, podia responder a meia-dúzia de questões que, estou convicto, muitos portugueses colocaram, quando viram Va. Exa. aceitar a defesa de um casal que considera os polícias portugueses “imbecis”, e que patrocina investigações privadas? Eu sei que Va. Exa., como qualquer advogado que se preza, só defende clientes de cuja inocência esteja convicto. E digo isto porque, até hoje, nunca ouvi um causídico afirmar, antes de um julgamento, que teria dúvidas sobre a inocência do seu cliente (talvez porque, nesse caso, perderia imediatamente o cliente, que optaria por outro advogado menos sincero ou mais hipócrita, consoante a opinião…)

Va. Exa., mui ilustre bastonário da Ordem dos Advogados é pago por quem? Pelo casal McCann? Pelo fundo FindMadeleine? Pelo sr. Brian Kennedy? Está autorizado a revelar publicamente quem lhe paga e quanto lhe paga essa entidade? Ou está expressamente impedido de revelar publicamente qualquer pormenor sobre a sua relação contratual com essa entidade do “universo” McCann? Concorda com o porta-voz dos seus clientes, quando este afirma que a sua (deles, McCann…) constituição como arguidos foi um “travesti” de Justiça? Concorda com o porta-voz dos seus clientes, quando ele afirma que a Justiça portuguesa cometeu “um crime odioso” quando decidiu que Gerry e Kate fossem constituídos arguidos? Concorda com os seus clientes e familiares deles quando acusam a Polícia Judiciária de os estar a incriminar falsamente e colocar provas forjadas em locais específicos, com esse objectivo?

Aproveitando a oportunidade, deixo aqui um pedido para o senhor que preside à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados e que também aceitou defender os McCann: é capaz de responder às mesmas questões que coloquei ao Sr. bastonário? E mais uma, apenas para si, especificamente: a Imprensa inglesa diz que o Sr. Dr. Pinto de Abreu foi o intermediário, numa oferta de acordo, para que Kate McCann confessasse um crime menor e tivesse a sentença reduzida – a chamada “plea bargain”, que é crime em Portugal. Importa-se de desmentir, alto e bom som? Eu sei que Va. Exa. já desmentiu essa patranha, em declarações a uma rádio do Algarve. Mas isso foi há meses e, agora, a Imprensa britânica voltou a falar nessa história. Para terminar: Va. Exa continua a achar que a Comunicação Social portuguesa “embarcou” numa campanha contra os McCann, usando todo o tipo de rumores e comentários malévolos, única e exclusivamente com o objectivo de vender mais publicidade na TV e nos jornais?

Gostaria ainda de lembrar ao ilustre causídico que preside à Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados que o Sr. Acusou, em Outubro passado, a Polícia Judiciária de estar a tentar criar “um cenário virtual para que bodes expiatórios possam aparecer” – isto, como escreveu o Observatório do Algarve, no âmbito de “investigações mal conduzidas.” Tendo eu boa memória (e arquivos bem organizados…) deixe-me dizer-lhe que acho uma manifestação de hipocrisia da sua parte, afirmar agora que “sobre o processo (do caso McCann) nunca nenhum jornalista me vai ouvir fazer um comentário”, como se pode ler na entrevista que deu ao Diário de Notícias, em 26 de Outubro – desta vez, acusando a Polícia Judiciária de ter agido “de forma tardia”, no caso McCann (ou seja, desmentindo-se a si próprio, duas linhas abaixo. Só lhe falta uma nega para ser igual a S.Pedro, nessa matéria…)

Falta de inteligência

Uma das coisas que mais me espanta é a omissão da direcção da Polícia Judiciária, em matérias que nada têm a ver com o segredo de Justiça. Há meses, questionei a PJ sobre a hora a que tinha chegado ao local do crime a primeira brigada daquela polícia e a que horas tinha sido selado o apartamento. Recusaram-se a dar essa informação. Permitem, assim, que a Imprensa britânica avance com todo o tipo de dislates, afirmando, inclusive, que o apartamento só foi selado vários dias, semanas e até meses após o desaparecimento da criança. Depois admiram-se e lamentam-se por serem insultados, a torto e a direito, pela Imprensa britânica. Não se ponham a jeito, que isso já não acontece. Mas às vezes, até me parece que há por lá (ou mais acima…) quem goste de ver os investigadores (ou alguns investigadores...) da PJ completamente avacalhadaos, achincalhados e insultados. É bom que a gente não se esqueça de que a resposta do director da PJ à nojenta campanha da Imprensa inglesa contra Gonçalo Amaral foi afastá-lo da investigação, para colocar lá um homem da sua confiança pessoal. E que, como o próprio Alípio Ribeiro já reconheceu, em entrevista a um órgão de Comunicação Social que pertence a um grande grupo empresarial, primeiro colocou os patins ao investigador Gonçalo Amaral e só depois falou com ele. Nada mau, para quem dirige uma polícia de investigação criminal: dá-se-lhe com a moca, para começar e e só depois é que se pergunta se tem alguma coisa a alegar em sua defesa. Se tivesse, já era tarde demais.

A fonte está a secar

Um revelador artigo no site da Sky News deixa ver parte do gato escondido, cujo rabo nos fartámos já de ver a abanar, por essa Internet fora (e não só). O fundo para encontrar Madeleine, onde cidadãos comuns têm despejado dinheiro está a diminuir. Mas a Sky News, na sua desesperada tentativa de manipular a realidade, mete a pata na poça. Nada de admirar, para quem tem jornalistas do calibre do anormal do Martin Brunt, um imbecil que chegou a Portugal e começou por insultar todos os jornalistas portugueses, à excepção de um (quem será essa alimária, tão apreciada pelo idiota do inglês?). Escreve o Alex Watts que o fundo do casal McCann recebia cerca de 450 mil libras por mês, ao princípio. Agora, recebe cerca de 30 mil libras. O fundo tem pouco mais de um milhão de libras, de acordo com o que está no site oficial (o tal que está registado em nome de uma empresa anónima, embora um ex-aluno da irmã do Gerry, o Callum McRae, filho de um polícia britânico, alegue que foi ele que construiu o site e que faz a sua gestão…).

Mas em Setembro, Esther McVey, colega de escola dos McCann, ex-apresentadora da cadeia de televisão britânica GMTV e gestora do fundo, revelou que cerca de um terço desse milhão de libras já tinha sido gasto. O patarata do Alex Watts vem agora afirmar que a maior parte do milhão de libras virtual (uma vez que existe apenas como referência, no site oficial do casal McCann) será gasta com a empresa representada pelo mentecapto do Francisco Marco, o alegado detective espanhol que garantia, há uma semana, saber quem tinha raptado a Madeleine e onde estava ela, numa reportagem especial emitida pela TV. Não se percebe porque é que o mentecapto do detective ainda não foi buscar a criança. Ou se calhar percebe-se. Não deve ser isso que está no contrato com os McCann…

Portanto, dois terços do fundo já foram ao ar. Em quê, ninguém sabe. Para além de viagens do casal, mais uns posters rascas, em folhas A4, impressos pelo Gerry num computador emprestado que se esqueceu de devolver ao dono, nada mais foi feito por este estranho casal, em matéria de campanha para encontrar Madeleine. A Sky News não fala do custo da contratação da Control Risk Group, uma empresa de mercenários que funciona sob a capa de empresa de segurança, e que está a trabalhar para os McCann desde Maio. E a Sky News alega que a Método 3 vai ser paga com dinheiro do fundo. Mas o pretenso detective mais a sua mãezinha revelaram que é Brian Kennedy, um dos milionários de estimação dos McCann, que paga as despesas com a Método 3. O senhor já pagava os salários dos advogados (incluindo o nosso mui ilustre e bem pago bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, que se presta ao papel vergonhoso de dar cobertura a uma campanha xenófoba contra Portugal) e o ordenado desse troca-tintas que dá pelo nome de Clarence Mitchell.

Sinais mais do que evidentes de quem vem aí desastre. Já em Setembro vários homens de negócios britânicos se tinham recusado a dar dinheiro para o fundo legal de defesa do casal, então suspeitos do desaparecimento da filha. Na mesma altura, os gestores do fundo recusaram-se a permitir que o dinheiro fosse utilizado para pagar aos advogados do casal. Agora, sabe-se que vários outros milionários estão com um pé fora do comboio, e ameaçam sair antes do Natal. Como tudo isto vai dar raia, o “Comical Clari” (assim chamado em homenagem ao ministro da Informação de Sadam Hussein, que estava a derrotar as forças americanas com os blindados do Tio Sam a virar a esquina) anda numa fona, a telefonar aos Media ingleses e a preparar terreno para a grande bronca: o fundo afundou-se completamente...

Um pedófilo assassino e estúpido

Madeleine McCann foi morta por um pedófilo que a tentou raptar, diz a Imprensa inglesa, baseando-se numa notícia do Publico. A criança chorou, o pedófilo entrou em pânico, matou-a e a seguir saiu dali com o cadáver às costas. Saltou pela janela e foi rua fora, com a criança morta nos braços. Muito mais seguro, claro, do que deixar o cadáver no apartamento e escapar-se, tranquilamente, de mãos limpas. Faz todo o sentido. É, aliás, a atitude mais lógica: matar a criança e levá-la consigo. Alguém deve estar a gozar, ao lançar atoardas deste calibre.

25.11.07

Porque razão se demitiu o produtor do “Panorama”?

Porque o programa não defendeu a inocência do casal McCann, nem atacou violentamente a capacidade da Polícia Judiciária. O sr. David Mills, um respeitado jornalista, mostrou-se indignado com isso, num email enviado à responsável da BCC encarregue do programa Panorama. Diz o sr. Mills que a verdadeira história do caso McCann tem a ver com o facto de a Polícia portuguesa e os Media terem conseguido convencer toda a gente de que Kate e Gerry são culpados. Os senhores Richard Branson e Brian Kennedy, dois fanáticos apoiantes dos McCann, devem ter gostado muito destas declarações do sr. David Mills.

Mais uma ama tirada da cartola

A Método 3, aquela empresa que garantiu há dias saber quem tinha raptado a Madeleine e onde estava ela, mudou de ideias. Dizem agora que têm uma lista de 10 pedófilos portugueses que poderão ter raptado a criança. A Imprensa inglesa continua apostada em publica apenas o que o ex-assessor do primeiro-ministro Gordon Brown lhes sopra aos ouvidos. Agora, descobriram uma nova ama, que trabalhou no Ocean Clube e que viu um indivíduo a tentar raptar uma criança do mesmo apartamento de onde desapareceu a Madeleine. Mas isso aconteceu – alegadamente… - o ano passado. Com esta, já são três, as amas do Ocean Club que a Imprensa inglesa apresenta como testemunhas para ilibar os McCann de suspeitas no desaparecimento da filha. A mais cómica de todas foi a Charlotte Pennington. Diz que viu um homem, no dia seguinte, num barco a remoS, junto à praia, a pontapear alguma coisa no fundo da embarcação. Quando ela se aproximou, o homem fugiu, remando furiosamente. Diz esta testemunha que não lhe conseguiu ver o rosto, porque ele tinha um impermeável amarelo com capuz. Mas a ama revelou à polícia portuguesa o nome do homem, garante o Daily Mail. Charlotte não se lembrou foi de dizer que viveu quase toda a vida na Nova Zelândia, onde Gerry e Kate também viveram e que é actriz.

23.11.07

Imprensa inglesa proibida de publicar imagens dos gémeos

Desde que a família McCann fugiu para Inglaterra, logo depois de Kate e Gerry terem sido constituídos arguidos, a Imprensa inglesa passou a tapar as caras dos gémeos, nas fotografias que publica. Até então, centenas, talvez milhares de fotos do rosto de Sean e Amelie tinham sido divulgadas. Mais um mistério a juntar a tantos outros que rodeiam este caso.

Dona do apartamento A5 é vizinha dos pais de Kate McCann

A proprietária do apartamento de onde desapareceu Madeleine McCann tem o mesmo apelido - McCann - e vive a poucos minutos do local onde moram os pais de Kate McCann, em Liverpool. A notícia foi avançada pelo jornal 24 Horas e retomada pela Imprensa inglesa, que salienta o facto de se tratar apenas de uma "coincidência." Ruth McCann, 53 anos de idade, que vive em Mossley Hill, Liverpool, recusou-se falar à Comunicação Social: "Não falo à Imprensa, nem agora, nem nunca", disse. Curioso...

Mais uma palhaçada do "Team McCann"

Kate McCann submeteu-se a testes para detectar indícios de anti-depressivos, anuncia a Imprensa inglesa. Os resultados dos testes fazem parte de um dossier que a equipa de advogados milionários do casal (incluindo o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves) tenciona entregar ao Ministério Público, para provar que Kate e Gerry estão inocentes no desaparecimento da filha.
Os gémeos Sean e Amelie também foram submetidos a testes, com o objectivo de provar que não tinham sido drogados, na noite em que Madeleine desapareceu. De recordar que os dois filhos mais pequenos do casal continuaram a dormir, durante todo o tempo, após a mãe ter dado o alarme, aos gritos, por causa do desaparecimento de Madeleine, na noite de 3 de Maio.
Edward Smethurst, o chefe da equipa de advogados do casal, salientou que os resultados obtidos foram todos negativos. As análises foram feitas a cabelos de Kate e dos gémeos. Como referiu o mesmo advogado, os cabelos crescem ao ritmo de cerca de cerca de um centímetro por mês. Dispondo de seis centímetros de cabelo, é possível obter resultados referentes a Maio passado.
O advogado Edward Smethurst esqueceu-se de mencionar, no entanto, que os gémeos cortaram o cabelo, pelo menos uma vez, em Portugal, o que tira qualquer significado ao resultado das análises. E o mais curioso de tudo é que o corte de cabelo foi efectuado menos de um mês depois de Madeleine desaparecer. O próprio Gerry McCann refere esse corte de cabelo, no seu blogue, no dia 25 de Maio: "Some of you may have noticed that Sean and Amelie did manage to squeeze in a hair cut!"

Madeleine, marca registada

No dia 18 de Maio, escassos 15 dias após o desparecimento de Madeleine McCann, já a firma de advogados Bates Wells & Braithwaite entregava um pedido de registo de uma marca comercial, "Madeleine's Fund: Leaving No Stone Unturned Limited." O que significa que, dias antes, já estava decido avançar com esta vertente lucrativa do caso Madeleine. O nome estava escolhido, a papelada em andamento, passadas as necessárias autorizações e procurações para que os advogados tivessem competênca legal para fazer o pedido, em nome do fundo, etc, etc.

Já agora, na imagem está uma ideia para os pais de Madeline lançarem mais uma "marca registada", à conta da tragédia que atingiu a criança. Podem utilizar o que é, alegadamente, o último desenho feito por Madeleine McCann, no infantário que frequentava. E que tem uma imagem com um toque de profecia: um par de mãos que parecem sujas de sangue...

20.11.07

Detectives da Metodo 3 já estão em Portugal

Cerca de 40 detectives da empresa espanhola Metodo 3 estão a investigar o caso Madeleine em vários países europeus, incluindo Portugal, de acordo com fontes não identificadas da empresa, citadas pelos jornais britânicos. O porta-voz do casal McCann apelou, entretanto, a todas as pessoas que possam ter alguma informação sobre a criança alegadamente raptada a 3 de Maio, para que telefonem apenas para a empresa Metodo 3.
Ontem, a Imprensa inglesa afirmava que uma nova testemunha tinha localizado Madeleine McCann numa cidade no centro de Portugal, a cerca de 100 quilómetros do Algarve, de acordo com responsáveis da Metodo 3. Hoje, no entanto, os jornais britânicos dizem que Madeleine McCann foi vista na cidade de Silves, no Algarve, no dia 5 de Maio, e que terá sido transferida daí para Marrocos. Segundo fontes da Metodo 3, Madeleine estava acompanhada por Michaela Walczuch, a namorada de Robert Murat – facto que já foi desmentido pela visada.

Mãe de Kate critica filha por deixar crianças sózinhas

Susan Healy, mãe de Kate McCann, criticou ontem a decisão da própria filha, considerando incompreensível que o casal McCann tenha deixado três crianças sozinhas para ir jantar com os amigos. Em entrevista ao progaram Panomara, da BBC, Susan Healy confessou-se “surpreendida” com o facto de Kate e Gerry terem abandonado os filhos, por os considerar pais responsáveis. A avó de Madeleine McCann retomou anteriores acusações, formulada por ela, pela filha e por vários outros familiares, segundo as quais a Polícia Judiciária teria “plantado” falsas provas para incriminar o casal McCann.

Tribunal inglês recusa queixa contra os McCann

Uma queixa por negligência, contra Kate e Gerry McCann, devido ao facto de terem deixado os seus três filhos abandonados, foi rejeitada hoje pelo tribunal da cidade de Leicester, de acordo com a Sky News. O tribunal considerou que os actos referidos na queixa tiveram lugar fora do território do Reino Unido e, como tal, fora da sua jurisdição. A queixa foi apresentada por um advogado reformado, Anthony Benett.

19.11.07

Mãe de Murat diz que amigos dos McCann estão a mentir

Jennifer Murat, mãe de Robert Murat, acusa os amigos do casal McCann de estarem a mentir, quando afirmam que o filho foi visto nas imediações do apartamento do Ocean Club, na noite em que Madeleine McCann desapareceu. Em declarações à BBC, a mãe de Robert Murat garantiu que o voltou a casa por volta das oito da noite, depois de passear os cães e que o filho já lá estava.

“Ficámos na cozinha, a falar, durante o resto da noite. Se ele tivesse saído, de certeza que eu saberia.” Jannifer Murat acrescentou não perceber porque razão os amigos dos McCann mentem. Robert Murat disse à polícia que esteve em casa, nessa noite e que apenas no dia seguinte soube do desaparecimento de Madeleine McCann.

Kate e Gerry recusam teste do detector de mentiras

O casal McCann recusou submeter-se a um teste com um polígrafo – ou detector de mentiras – depois de ter tomado a iniciativa de solicitar às autoridades portuguesas a realização desse teste. Em Setembro passado, a Imprensa britânica, em bloco, revelou que o casal desejava fazer o teste do polígrafo, para provar a sua inocência. O porta-voz dos McCann, Clarence Mitchel, explicou mais tarde que o casal só concordaria em submeter-se a esse teste se os resultados fossem legalmente passíveis de serem aceites em tribunal.

O presidente da Associação Britânica e Europeia dos Polígrafos, citado pelo jornal Daily Express, diz ter ficado completamente baralhado com a reacção do casal, quando lhe sugeriu que fizessem o teste, organizado pela sua associação: “Fiquei com a impressão de que tudo isto não foi mais do que uma manobra de propaganda para atrair simpatias, numa altura em que a Kate estava sob intenso escrutínio,” disse Dan Cargill.

Polícia Judiciária acusa Ministério Público de incriminar casal McCann sem provas

Uma fonte não identificada da Polícia Judiciária, citada pelo jornal inglês Daily Mirror, num artigo da jornalista Victoria Ward, afirmou que “o rapto (de Madeleiene) foi sempre uma das principais linhas de investigação. As suspeitas iniciais apontavam para a hipótese de a criança ter sido levada por um preadador sexual.” A mesma fonte da Polícia Judiciária disse: “Não sabemos porque razão aquela linha de investigação foi abandonada sem que houvesse provas concretas que incriminassem o casal McCann.”

Pinto de Abreu propôs acordo a Kate McCann

O advogado Pinto de Abreu, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados, foi o intermediário da Polícia numa proposta de acordo para que Kate McCann confessasse um crime, diz o jornal “This Is London.” Kate reagiu com uma explosão de fúria, quando Pinto de Abreu lhe telefonou, por volta das 3 da manhã, para lhe apresentar uma proposta da Polícia Judiciária: se Kate confessasse um homicídio por negligência, apanharia apenas dois anos de cadeia, refere o matutino inglês.

18.11.07

Francisco Marco, Metodo 3: "Sabemos quem raptou Madeleine"

O director da empresa espanhola de detectives privados Metodo 3 garantiu que sabe quem raptou Madeleine McCann e que a criança inglesa está viva. Francisco Marco, que falava para uma reportagem especial feita pelas televisões CBS, BBC e SIC, recusou-se a adiantar mais pormenores. A empresa Metodo 3 foi contratada por "um amigo rico dos McCann", de acordo com a reportagem, para tentar encontrar a criança, há cerca de dois meses. Até agora, a Metodo 3 revelou que Madeleine poderia estar em Marrocos, Bósnia, Arábia Saudita e, mais recentemente, em Portugal. No entanto, nenhum destes supostos avistamentos se confirmou.

McCann “autorizam” amiga a falar para a Televisão

O casal McCann, de acordo com o jornal Mirror, “autorizou” Jane Tanner a falar publicamente sobre o que se passou na noite de 3 de Maio. Tanner é uma das amigas que jantava com Gerry e Kate na noite do desaparecimento de Madeleine e diz ter visto o alegado raptor a transportar uma criança adormecida, na rua, em direcção à casa de Robert Murat.

Mas segundo a edição de hoje do Daily Express, a decisão de falar à Comunicação Social foi tomada pelo “círculo de amigos e advogados” dos McCann. Jane Tanner, refere o mesmo jornal, não estaria nem entusiasmada nem interessada em falar, mas terá tido que aceitar a decisão e avançar com um depoimento para um programa especial da BBC e CBS, que a SIC transmite esta noite.

Método 3 diz que Madeleine McCann foi vista em Portugal

A empresa espanhola de detectives Método 3 garante ter informação sobre um avistamento de Madeleine McCann em Portugal, dois dias depois de ela ter desaparecido do apartamento onde dormia, na Praia da Luz. Francisco Marco, o director da Método 3, garante que os seus investigadores estão “muito, muito próximo de encontrar os raptores” de Madeleine.

De acordo com a Imprensa inglesa, essa nova testemunha teria visto Michaela Walczuch, a namorada de Robert Murat, com Madeleine McCann, numa cidade na zona central de Portugal. Junto a eles, numa carrinha branca, estaria também um homem que corresponde à descrição de um alegado raptor feita por Jane Tanner.

Hoje à noite, a SIC transmite uma programa especial sobre o desaparecimento da criança inglesa, feito em cooperação com a BBC e BCS. No programa, um investigador privado de origem portuguesa, Joe Moura, afirma que “tudo o que a Imprensa publicou é lixo” e defende que Gerry e Kate estão completamente inocentes.

No mesmo programa, Jane Tanner, uma das amigas do casal, vem a publico confirmar que viu um homem a transportar uma criança, em direcção à casa Robert Murat, pouco antes de Kate descobrir que Madeleine tinha desaparecido.

O testemunho de Jane Tanner foi desmentido por Jeremy Wilkins, um outro hóspede do Ocean Clube, que se cruzou com Gerry McCann à mesma hora e no mesmo local, e que garante não ter visto nem Jane Tanner, nem o alegado raptor.

15.11.07

Gerry McCan acusou polícia portuguesa de falsificar provas

O pai de Madeleine McCann terá confidenciado a Ed Smart, pai de uma criança norte-americana raptada em 2002 e encontrada no ano seguinte, que admitia a hipótese de as amostras de ADN alegadamente encontradas no Renault Scenic poderem ter sido lá colocadas propositadamente para incriminar o casal McCann.

A referência a esta conversa foi feita por Ed Smart durante uma entrevista ao “Larry King Live”, uma dos mais populares e conhecidos programas de televisão norte-americanos.

CBS divulga video inédito dos McCann

Um vídeo inédito, filmado por um amigo da família e que mostra os McCann depois do desaparecimento de Madeleine, vai ser divulgado pela cadeia de televisão norte-americana CBS, no próximo sábado, num programa especial sobre o desaparecimento da criança inglesa. Fonte da PJ adiantou que aquela policia não tem conhecimento da existência do referido vídeo.

14.11.07

Razões dos McCann para contratar investigadores privados

Jon Corner, responsável pela empresa de relações públicas River Media e padrinho de Amélie, a filha gémea do casal McCann, explicou de forma clara a razão porque Gerry e Kate decidiram contratar investigadores privados e lançar uma nova campanha para encontrar Madeleine, em Setembro passado:

“Antes, havia avistamentos (de Madeleine) um pouco por todo o mundo, o que dava a Gerry e Kate a esperança de encontrar a sua filha. Recentemente, desde que a polícia se concentrou em Gerry e na Kate, esses (avistamentos) pararam. Queremos que a nova campanha encoraje as pessoas para que continuem a procurar (Madeleine).”

Polícia Bósnia confirma – menina loira de Medjugorje não é Madeleine

A Polícia bósnia confirmou a identidade de uma criança loira, vista por um turista irlandês no passado dia 1 de Novembro, no santuário católico de Medjugorje. A criança, Tea Dedic, vive na cidade de Ljubuski e visitou o santuário naquela data, com os pais.

13.11.07

PGR comenta acusações de deputado inglês: "Sem qualquer fundamento" e "contraditórias"

“As acusações feitas ao sistema judicial português e à Polícia Judiciária não têm qualquer fundamento e são até contraditórias com o que o Governo inglês e a Polícia desse país têm afirmado”, disse à gazeta Digital o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, a propósito do conteúdo de uma carta enviada em nome de Roger Knapman, deputado inglês do Parlamento Europeu, onde se comenta o caso Madeleine McCann.

“O Procurador-Geral da República não faz mais comentários porque pensa que a resposta a dar a um deputado europeu tem que ser política e não jurídica”, referiu ainda Pinto Monteiro. Na carta, divulgada através da Internet e referida nos Media ingleses, Roger Knapman garante que “elementos da Polícia Judiciária são corruptos e que, inclusive, o principal investigador envolvido neste caso foi formalmente acusado de corrupção.”

“Posso-lhe garantir que a polícia e os serviços secretos britânicos têm, desde há muito tempo, uma melhor perspectiva dos factos relacionados com este caso do que a Polícia portuguesa”, refere a carta subscrita pelo chefe de gabinete de Knapman, em resposta a uma outra carta, enviada por uma cidadã britânica e questionando o envolvimento do Governo de Gordon Brown no caso.

Por outro lado, o sistema judicial português é considerado “suspeito” e Portugal classificado como um país onde não há tradição histórica, em matéria de Direitos Fundamentais ou Democracia. “A maior parte dos polícias portugueses foram treinados na época do fascismo e as instituições (portuguesas) ainda têm a marca desse longo período de ditadura”, acrescenta a carta.

“É absolutamente correcto que os cidadãos britânicos sejam protegidos (pelo seu Governo) em relação a um sistema (judicial) estrangeiro que não é fiável”, pode ler-se na missiva. A juntar a isto, o sistema legal português, garante o deputado do PE Roger Knapman, “não inclui o conceito de presunção da inocência” e as pessoas “são classificadas como suspeitas sem que haja qualquer prova”.

Duarte Levy e Paulo Reis

Deputado inglês confirma interferência dos serviços secretos britânicos no caso Madeleine

“Posso-lhe garantir que a polícia e os serviços secretos britânicos tem, desde há muito tempo, uma melhor perspectiva dos factos relacionados com este caso do que a Polícia portuguesa”, refere uma carta enviada em nome de um deputado inglês do Parlamento Europeu, Roger Knapman, pelo seu chefe de gabinete, esclarecendo algumas questões que lhe foram colocadas a propósito do desaparecimento de Madeleine McCann.

Na carta, que circula na Internet desde há alguns dias, o mesmo responsável garante que “elementos da Polícia Judiciária são corruptos e que, inclusive, o principal investigador envolvido neste caso foi formalmente acusado de corrupção.” Por outro lado, o sistema judicial português é considerado “suspeito” e Portugal classificado como um país onde não há tradição histórica, em matéria de Direitos Fundamentais ou Democracia.

“A maior parte dos polícias portugueses foram treinados na época do fascismo e as instituições (portuguesas) ainda têm a marca desse longo período de ditadura”, acrescenta a carta. Por outro lado “é absolutamente correcto que os cidadãos britânicos sejam protegidos (pelo seu Governo) em relação a um sistema (judicial) estrangeiro que não é fiável”, pode ler-se na missiva.

A acrescentar a isto, o sistema legal português, garante o deputado do PE Roger Knapman, “não inclui o conceito de presunção da inocência” e as pessoas “são classificadas como suspeitas se que haja qualquer prova”. Num comentário feito à Sky News, o deputado inglês reconheceu ter dado instruções para a carta ser enviada pelo seu chefe de gabinete e mostrou-se totalmente de acordo com o retrato ali traçado da Polícia e do sistema judicial português: “Pare-me bastante correcto. Piers investigou o caso, cuidadosamente e respondeu em meu nome.”

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Texto integral da carta de Roger Knapman


"Roger Knapman MEP has asked me to thank you for your email and to reply as he is currently travelling to Strasbourg.

First I should advise you, for your own good, to be very cautious about circulating potentially high libellous statements about Kate and Gerry McCann.

The law of defamation applies to email and the internet. Secondly your suggestion that the Prime Minister is involved in some sort of conspiracy involving a clandestine cover-up is absurd. It is a wild allegation with no evidence at all.
One of the first duties of the British government is to support its citizens abroad. It is therefore entirely correct that the government should do this in the case of Kate and Gerry McCann.
One of the elements of this supporty is to protect British citizens against the actions of foreign governments. The Portuguese police and judicial system is known to be suspect. Elements of the police are corrupt and indeed in this case the senior detective involved has been charged with corruption.

The Portuguese judicial system does not assume innocence before guilt in the way the British system does and operates an interrogatory process in which people are denounced as suspects without any proof. In this particular case the original police investigation was amateurish and flawed and to date nearly 10 different people have at one time or another been denounced as suspects.

It is important to realise that Portugal has no real history of citizen's rights and liberties or democracy. From the 1920s to the mid 1970's Portugal was ruled by a fascist dictatorship, first under Salazar and then Caetano. Political opposition was repressed and the police and judicial system was used to achieve this.

A stable multi-party democracy only came into existence in the late 1970's and is still very young. Many of the police were trained under fascism and the institutions still bear the impact of this long period of dictatorship. In all the circumstances it is entirely right that British citizens should be protected against an unreliable foreign system. In any event I think you can rest assured that the British police and intelligence services have long had a better grip on the facts of this case than the Portuguese police.

Best wishes

Piers Merchant

Assistant to Roger Knapman MEP"

12.11.07

Jornal "El Mundo", 11 de Novembro de 2007: “O lobby que rodeia os McCann é assustador” (Texto integral)

El abogado de una persona que quiere cambiar su declaración critica la presión en el entorno de los padres de 'Maddie'

"Mi cliente se ve obligado a guardar silencio sobre qué es lo que puede hacer para ayudar en la investigación y no es por el secreto a que obliga la ley en Portugal. Esto resulta sumamente revelador sobre las extrañas circunstancias que rodean a todo este caso", asegura el abogado de uno de los amigos de los McCann que se encontraban en el restaurante Tapas la noche en que desapareció Madeleine y que han decidido cooperar con la policía, tal como informaba EL MUNDO el pasado martes. "No es que él tenga miedo de los McCann, pero todo ese lobby económico y político que rodea a la pareja atemoriza, verdaderamente, a cualquier persona".

"A la policía únicamente se la avisó después de que el grupo en cuestión analizara los problemas a los que se podrían enfrentar por haber dejado solos a los niños y, hasta ahora, mi cliente no ha tenido oportunidad de hablar por sí mismo sobre todo ello", continuó diciendo el mencionado abogado, que tiene su bufete en Londres. Desde el pasado mes de septiembre, este letrado representa a uno de los dos amigos de los McCann que se pusieron en contacto con la policía para solicitar la oportunidad de volver a declarar y poder así corregir algunos detalles y discrepancias que se habían producido en el curso de las declaraciones hechas por el grupo de nueve personas que estaban pasando sus vacaciones en el Ocean Club.

«Lo que mi cliente desea es sacar a la luz toda la verdad, pero en el bien entendido de que él no pretende ni acusar ni exculpar a nadie, porque ésa es labor de la policía. Lo único que él quiere es ayudar a la policía a saber la verdad sobre todo lo que pasó antes, durante y después de aquella cena del día 3 de mayo».

Clarence Mitchell, el portavoz de los McCann, ha negado esta información, basándose en que se había puesto en contacto con los siete amigos de los McCann y que todos ellos le habían asegurado que no habían dado instrucciones a sus abogados para hablar con la policía y volver a ser interrogados.

Ante la actitud de Mitchell, este letrado británico señala: «Cuando se tiene en cuenta la presión que se ha venido ejerciendo tanto sobre mi cliente como sobre otras personas más, resulta perfectamente natural y comprensible que mi representado no dijera a Clarence Mitchell que había decidido contratar a su propio abogado para cooperar más estrechamente con la policía».

Además de mostrarse extremadamente crítico con toda la histeria que se ha desatado en los medios de comunicación en torno a la desaparición de Madeleine, este letrado considera que el caso es «mucho más serio» de lo que la gente cree. «No quiero acusar a nadie, pero hay personas muy cercanas a los McCann que no les están ayudando en absoluto. Sin embargo, la intención de mi cliente es sacar a la luz la verdad de esta triste historia, sin importarle quién puede resultar perjudicado».

El apoyo que han recibido los McCann por parte del Gobierno británico es otro aspecto que critica el abogado. «Entiendo perfectamente que nuestro Gobierno tenga la obligación legal de ayudar a los McCann. Lo que no puedo comprender es que hayan recibido unos apoyos que van mucho más allá de lo que se podría considerar normal en un caso como éste. Sin embargo, y ya desde las primeras horas, quedó claro que el caso Madeleine no era un caso policial normal. Mi cliente no ha recibido el menor apoyo personal por parte de las autoridades británicas, tan sólo el que le ha llegado a través del matrimonio McCann».

Preguntado sobre el grado de implicación del Gobierno británico y las conexiones políticas que puedan estar relacionadas con este caso, el abogado respondió: «No forma parte de mi trabajo tener que explicar por qué y cómo han intervenido determinados políticos en este caso, pero me temo que esas intervenciones han sido perjudiciales no sólo para mi cliente, sino, también, para poder averiguar la verdad».

Duarte Levy e Paulo Reis

Versão Inglesa e Francesa

11.11.07

Advogado de “arrependido” do Tapas: “O lobby que rodeia os McCann é assustador”

Jornal “El Mundo”, 11 de Novembro de 2007:

El abogado de una persona que quiere cambiar su declaración critica la presión en el entorno de los padres de 'Maddie'

"Mi cliente se ve obligado a guardar silencio sobre qué es lo que puede hacer para ayudar en la investigación y no es por el secreto a que obliga la ley en Portugal. Esto resulta sumamente revelador sobre las extrañas circunstancias que rodean a todo este caso", asegura el abogado de uno de los amigos de los McCann que se encontraban en el restaurante Tapas la noche en que desapareció Madeleine y que han decidido cooperar con la policía, tal como informaba EL MUNDO el pasado martes. "No es que él tenga miedo de los McCann, pero todo ese lobby económico y político que rodea a la pareja atemoriza, verdaderamente, a cualquier persona".

Método 3: Madeleine pode estar na Arábia Saudita

A empresa espanhola de detectives privados Método 3, contratada pelos pais de Madeline McCann para tentar encontrar a filha, estendeu as suas investigações à Arábia Saudita. De acordo com a tia de Madeleine, Philomena McCann, os investigadores da Método 3 admitem que aquele país do Médio Oriente pode albergar “milhares de milionários suficientemente ricos para pagar por um ‘troféu’ como uma criança europeia raptada por encomenda.”

Clarence Mitchell exige à PJ que os McCann deixem de ser arguidos

O porta-voz do casal McCann contactou a Polícia Judiciária, exigindo que Gerry e Kate deixassem de ser arguidos no processo-crime relacionado com o desaparecimento da sua filha. Segundo o Daily Star, Clarence Mitchell “telefonou ontem aos investigadores responsáveis pelo caso da criança desaparecida” e disse que Kate e Gerry precisam de deixar de ser arguidos imediatamente “para que a polícia possa concentrar os seus esforços na busca de Madeleine.”

Turista irlandês viu Madeleine na Bósnia

Um cidadão irlandês, de férias na cidade de Medjugorje, na Bósnia-Herzegovina, garantiu à agencia de detectives espanhola Método 3 ter visto a criança inglesa, acompanhada por um casal, há cerca de dez dias. De acordo com a descrição feita, a criança terá gritado “Quero o meu pai” quando o cidadão irlandês se aproximou.

“Tenho a certeza de que a miúda não era filha deles e estou convencido de que era a Maddy”, afirmou o turista irlandês ao jornal Daily Mail. Clarence Micthell, o porta-voz dos McCann, disse que este avistamento na Bósnia está a ser “levado muito a sério”. A testemunha deste alegado avistamento disse ter contactado a policia bósnia, que se recusou a tomar conhecimento da sua denúncia.

10.11.07

António Cluny: Advogados dos McCann têm “conversa da treta”…


O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, classificou como “conversa da treta” as alegações dos advogados do casal McCann, reproduzidas pelos Media ingleses, sobre a alegada falta de dinheiro da PJ para continuar a investigar o caso Madeleine.

A Imprensa inglesa citou ontem um dos advogados do casal (que contratou o bastonário da Ordem dos Advogados, Rogério Alves, e o seu presidente da Comissão dos Direitos Humanos, Pinto de Abreu, para além de vários dos mais caros advogados ingleses) que acusou a PJ de ter parado com as buscas de Madeleine McCann por ter esgotado o seu orçamento.

Esta é a segunda vez que o chamado “Team McCann” utiliza o argumento da falta de dinheiro para atacar a investigação levada a cabo pela PJ. Kate McCann usou esse argumento pela primeira vez em Setembro, no dia em que foi constituída arguida.

A mãe de Madeleine McCann desdobrou-se então em entrevistas a vários jornais ingleses, onde acusou a Polícia Judiciária de a estar a incriminar falsamente e de tentar encontrar a todo o custo, culpados pelo desaparecimento da criança, porque a PJ já tinha não tinha mais dinheiro para continuar a financiar as investigações.

9.11.07

McCann admitem processar polícia portuguesa

O Casal McCann admite a hipótese de accionar um processo-crime contra a Polícia portuguesa e exigir uma indemnização de um milhão de euros, devido ao facto de a PJ não ter conseguido encontrar a sua filha, Madeleien McCann, de acordo com a Imprensa inglesa. O porta-voz do casal disse à Imprensa inglesa que uma acção deste género era uma hipótese que a equipa de advogados do casal poderia vir a considerar, no futuro. Os dois advogados portugueses que trabalham para os McCann mostram perspectivas diferentes sobre esta hipótese: Rogério Alves diz apenas que “o que tiver que ser feito, será feito”, enquanto Pinto de Abreu admite que uma acção desse tipo será muito difícil de colocar em prática.

5.11.07

Criança loira afinal é marroquina

O último testemunho sobre um alegado avistamente de Madeleine McCann em Marrocos teve um resultado idêntico a anteriores: a criança “descoberta” pela médica Naoual Malhi, a viajar entre as localidades de Fnideq e Al Hoceima, é marroquina e vive com os pais, de acordo com o director da Policia Judiciária marroquina.

Naoual Malhi, que viu a criança em Agosto mas não comunicou logo à polícia, garantiu ter a certeza absoluta de que se tratava de Madeleine McCann, em declarações ao jornal inglês Daily Mail: “Vi a foto dela mil vezes (...) Foi como ver a minha mãe e reconhecê-la.”

Governo marroquino desmente Método 3 e media ingleses

O ministro do Interior de Marrocos, Chakib Benmoussa, afirmou hoje que não há nada que aponte para a hipótese de a pequena Madeleine McCann estar em Marrocos, como os Media ingleses e a empresa espanhola de detectives Método 3 têm vindo a fazer crer, nas últimas semanas.

Falando pouco antes do início da 76ª Assembleia-Geral da Interpol, em Marrakesh, o ministro do Interior do Governo de Rabat afirmou que as autoridades marroquinas “não têm um único elemento que aponte para a presença em Marrocos” de Madeleine McCann e acrescentou que “tem havido uma estreita cooperação entre a polícia de marroquina, portuguesa e inglesa, nas investigações relacionadas com o desaparecimento de Madeleine McCann."

2.11.07

Nova “testemunha” viu Maddie há mais de dois meses

Uma cidadã espanhola de origem marroquina, Naoual Malhi, revelou à agência de detectives Método 3 que reconheceu Madeleine McCann em Marrocos, há mais de dois meses. De acordo com o relato feito por Naoual Malhi, Madeleine entrou num táxi acompanhada por uma mulher de meia-idade.

A mesma cidadã diz ter comunicado à polícia espanhola o que viu, seis dias depois, mas não contactou a polícia marroquina. Naoual Malhi diz ter pedido um cartão ao motorista do táxi e ter depois apurado que o veículo seguiu para uma localidade a cerca de 200 quilómetros de distância.

Detective espanhol garante que Madeleine está viva

Francisco Marco, responsável pela agência de detectives Método 3, garante que Madeleine está viva e em Marrocos, e promete que irá encontrá-la nos próximos cinco meses. O mesmo responsável disse à Imprensa espanhola que não a menor dúvida sobre a inocência dos pais, porque os seus “especialistas” os interrogaram durante dez horas e não encontraram sinais de eles estarem a mentir.

A Método 3 divulgou recentemente dados concretos sobre o eventual paradeiro de Madeleine em Marrocos, baseando-se em telefonemas feitos para uma linha especial, instalada e gerida pela mesma empresa. Mais de meio milhar de pessoas contactaram através da referida linha e cerca de uma dezena garantiu ter visto a criança inglesa em Marrocos.

Novos resultados de ADN incriminam os McCann


O laboratório da polícia inglesa Forensic Science Service enviou para Portugal um novo conjunto de resultados de amostras recolhidas na Praia da Luz que incriminam o casal McCann. A notícia foi divulgada esta manhã, em vários órgãos de Comunicação Social ingleses.

O porta-voz dos McCann, Clarence Mitchell, afirmou tratar-se de mais uma notícia “sem fundamento” e garantiu que os pais de Madeleine McCann “têm uma explicação” para quaisquer provas que a polícia portuguesa possa encontrar.”