23.5.18

Uma situação estranha: quando um advogado pede à polícia para fazer uma pergunta ao seu cliente


Gerry McCann: "(...) era comum ela (Madeleine) sangrar no nariz".


"No final do interrogatório, em 7 de setembro de 2007, os detetives da PJ perguntaram a Gerry se Madeleine se teria ferido durante < sua estadia no Ocean Club. Gerry disse que não comentaria sobre isso. Depois que os detetives fazeram a última e formal pergunta - se ele teria mais alguma de a declarar - Gerry McCann disse que ele não via nenhuma evidência de que Madeleine estivesse morta, e que ele continuaria a busca, na esperança de encontrá-la viva".
"Quando a mesma pergunta formal - e usual - foi feita ao seu advogado, Pinto de Abreu, ele pediu que seu cliente fosse novamente questionado sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Gerry respondeu e disse que Madeleine sangrava com frequência, pelo nariz, mas que ignorava se isso teria acontecido durante as férias em Portugal".

Baseado nas declarações de Gerry McCann à PJ (7 de setembro de 2007)

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Transcrição dos arquivos da polícia:"Quando perguntado se, em qualquer ocasião, Madeleine se tinha ferido, ele não fez nenhum comentário. No final do seu interogatório como arguido, o advogado de Gerry McCann disse que desejava que o arguido fosse questionado novamente sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Gerry McCann respondeu que era comum ela ter sangramentos no nariz. Dca isse que não sabia se, de fato, sua filha tinha tido esse tipo de sangramentos duarante as férias em Portugal. "

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ARQUIVOS E DOCUMENTOS OFICIAIS DE INQUÉRITO
GERRY MCCANN DECLARAÇÃO COMO ARGUIDO - 07 SEP 2007

"O advogado de defesa disse que deseja que o arguido fosse questionado novamente sobre se Madeleine tinha sangrado do nariz. Ele disse ser comum Madeleine ter hemorragias nasais. Disse que não sabia se, de facto, a sua filha tinha sangrado durante as férias em Portugal e acrescentou que não queria ser influenciado pelas notícias na imprensa, sobre a detecção de sangue humano no apartamento onde a sua filha desapareceu".

17.3.18

Madeleine McCann pode ter morrido antes do dia 3 de Maio de 2007

Investigadores britânicos escreveram à Procuradora-Geral da República

Um grupo de investigadores britânicos, que inclui também alguns portugueses, tem vindo a analisar o caso do desaparecimento de Madeleine McCann, desde há cerca de dez anos. O grupo, que é constituído essencialmente por ex-polícias, ex-investigadores criminais e analistas de informação, inclui ainda alguns especialistas em fotografia digital, advogados, solicitadores, tradutores inglês-português, etc, etc.

Em Junho de 2017, o grupo enviou cartas à Primeira-Ministra Teresa May e à comandante da Metropolitan Police Cressida Dick, onde criticavam a forma como as investigações da polícia britânica tinham sido levadas a cabo, até então. No entanto, as cartas apenas receberam uma resposta formal, dando conta de que o seu conteúdo iria ser transmitido às autoridades policiais encarregues da investigação.

No passado dia 6 de Março, o mesmo grupo de investigadores decidiu enviar uma longa carta à Procuradora-Geral da República, Drª Joana Marques Vidal, dando conta detalhada das suas investigações e das novas conclusões a que tinham chegado.

Essas conclusões são consideradas “importantes”, por um dos elementos do grupo que falou conosco e, na sua opinão “poderão contribuir para ajudar os investigadores portugueses a descobrir o que aconteceu à Maddie”.

Em síntese, essas conclusões apontam para o facto de ser quase certo que a criança tenha morrido entre a tarde de Domingo e Segunda-Feira, dias 29 e 30 de Abril e que, depois disso, se tenha colocado em curso uma manobra de ocultação da realidade, com a tese do rapto.

Um dos aspectos salientado na carta é a questão da chamada “última foto” da Madeleine, acima reproduzida. Foi divulgada pelos McCann 3 semanas (?) depois do desaparecimento e mostra Gerry McCann, de óculos escuros, a Maddie e a Amélie, à beira da piscina do Ocean Club. Segundo os McCann, a foto foi tirada no dia 3 de Maio, quando a criança desapareceu.


À hora do almoço de quinta-feira, dia 3 de Maio, o céu estava nublado e o tempo frio (17 graus ºC). Isto pode ser comprovado através de um conjunto alargado de dados meteorológicos e fotografias. Em contraste, o tempo no domingo, à hora do almoço (dia 29 de Abril) estava ensolarado e bastante quente (21 graus ºC). Na segunda-feira, uma frente fria trouxe tempo mais frio e nublado, com alguma chuva. Este estado do tempo manteve-se até sexta-feira (4) (33).” - refere-se, na carta enviada à PGR, onde se levantam dúvidas sobre a veracidade da data em que a foto teria sido tirada.

Por outro lado, na extensa carta, os investigadores britânicos salientam que, entre Domingo e a data do desaparecimento, não há testemunhas que possam ser consideradas absolutamente credíveis que tenham visto a criança – isto é, apenas os pais, os amigos dos McCann e uma ama, Catriona Baker, confirmam ter visto Madeleine depois de Domingo. Curiosamente, Catriona Baker surge, já em 2006, como amiga no Facebook da filha de Jon Connor, padrinho de Amélie e amigo íntimo dos McCann. Mais tarde, pouco depois de os McCann regressarem a Inglaterra, esteve em casa deles durante vários dias.

Estes são alguns dos pontos que, à partida, são mais destacados na extensa carta. No entanto, são também abordados uma série de outros aspectos, que constituirão, de acordo com as conclusões, peças integrantes da “construção” da tese do rapto, nomeadamente a “criacção” de suspeitos e a manobra premeditada para inculpar Robert Murat pelo desaparecimento de Madeleine McCann.


17.2.18

Mais dinheiro para continuar a procurar Maddie

 Os pais de Maddie McCann têm quase 830 mil euros guardados num fundo monetário para continuar a financiar a investigação sobre o desaparecimento da filha, isto se o Governo não voltar a alargar o prazo e deixar de investir recursos públicos na investigação já a partir do final do mês de março.
De acordo com o The Sun, os pais da meina desaparecida na Praia da Luz, em Lagos, têm 827.153 mil euros disponíveis num fundo criado com o objetivo de financiar a investigação policial, caso o governo britânico deixe de o fazer. O Ministério do Interior britânico está a avaliar, entretanto, um pedido de financiamento adicional para a investigação da polícia britânica ao desaparecimento em Portugal de Madeleine McCann, disse à Lusa um porta-voz. A Polícia Metropolitana britânica pediu fundos adicionais no início de 2017 e recebeu 85.000 libras (100 mil euros) para serem gastos nos seis meses entre abril e setembro. Desde 2011, estima-se que esta operação tenha custado mais de 12 milhões de libras (14 milhões de euros).
Em abril de 2017, a propósito do 10.º aniversário do desaparecimento, Mark Rowley, diretor geral adjunto da Polícia Metropolitana, afirmou que existiam ainda algumas "linhas de investigação cruciais", sem revelar mais detalhes.
"Temos algumas linhas de investigação cruciais, elas estão ligadas a certas hipóteses, mas não vou discuti-las porque fazem parte de uma investigação em curso. Temos algumas teorias sobre o que podem ser as explicações mais prováveis e estamos a investigá-las", afirmou.
Foi após um apelo dos pais ao antigo primeiro-ministro britânico David Cameron que foi aberta em 2011 a "Operação Grange", nome da investigação britânica ao desaparecimento da criança britânica para rever toda a informação disponível.

4.2.18

"A GUERRA DOS MCCANN" - EM LIVRO DIGITAL (E-BOOK), DISPONÍVEL A PARTIR DE 28 DE AGOSTO DE 2018

Uma análise detalhada da campanha difamatória lançada pelos Media britânicos 
contra a Polícia Judiciária e as autoridades portuguesas

 

27.10.10

Entrevista com o Embaixador português em Londres sobre o desaparecimento de Maddie


Journalist - The 'Madeleine McCann' case turned the relations between both countries difficult, mainly because of the media mutually attacking each other. You, Mr. Ambassador were strongly criticized by statements given in an interview to 'The Times' newspaper by the well known columnist Tony Parsons. Was this the most difficult case of your commission?

Ambassador - No. The story had a great media attention. What I said is that there are many more kidnappings in the UK than in Portugal, and no one mentioned that. There are speculations and books written [on the case], but we do not know what has happened. As far as I know the parents called first the media before the police. There were some problems with the lack of information and misunderstanding, since the British do not have the concept of secrecy of Justice. Besides 'The Times', I gave four other interviews on the British television stressing the importance for both countries police authorities to work together. There was even data that was investigated in British laboratories. Portugal was not trying to hide anything. The case was archived because there weren't evidence [material proves], but it might be reopened. I will not make value judgments, the parents lived difficult moments. I understand their pain because I have a son.



Read more here - Joana Morais Blog

Acórdão da Relação de Lisboa sobre a interdição da venda de "A Verdade da Mentira"


Clique neste link para fazer o "download" do Acórdão da Relação de Lisboa sobre a interdição da venda do livro de Gonçalo Amaral "A verdade da Mentira"

20.10.10

Gonçalo Amaral já pode falar em público sobre o caso Maddie e continuar a vender o livro "A verdade da Mentira



O Tribunal da Relação acaba de revogar a providência cautelar interposta pelo casal McCann, que ía no sentido de calar o ex-coordenador da Polícia Judiciária. Há um ano que Amaral estava proíbido de vender livros e vídeos sobre o caso, de executar novas edições e de dar entrevistas sobre o desaparecimento da menina inglesa.

2.9.10

Jornalistas mentecaptos? Ou haverá aqui algo mais que isso?



O pedófilo Raymond Hewlett escreveu uma carta, antes de morrer, em Abril passado, onde diz que um clã cigano raptou Madeleine Mccann, por encomenda de um casal rico que n˜åo tinha filhos. A carta foi entregue por um desconhecido ao filho de Hewlett. Wayne Hewlett, que tinha cortado relações com o pai há muitos anos, leu a carta e queimou-a. 
A notícia foi avançada pelo jornal Sun, há dois dias. O porta-voz dos Mccann, Clarence Mitchell, disse aos jornalistas que os pais de Madeleine “estavam muito gratos a Wayne, por este ter revelado aquela informação” e os investigadores ao serviço do casal iriam colocar, no topo das suas prioridades, interrogar o filho de Raymond Hewlett. 
Aqueles que conhecem bem este caso não ficarão admirados com a criatividade do “Team Mccann”. Mas quem tiver dois dedos de testa, percebe que a história não tem pés nem cabeça – e é impossível de provar seja o que for.


Primeiro, Hewlett já morreu. Segundo, ninguém sabe quem é o “desconhecido” que entregou a carta ao filho. Terceiro, o filho queimou a carta. Curioso, nesta história, é que o Diário de Notícias, ao citar o Sun, se tenha esquecido de mencionar o pormenor de a carta ter sido queimada e o “correio” que a entregou ser desconhecido. 
O que deixa duas hipóteses em aberto, a saber: 
1 – A notícia foi escrita por um estagiário, dessa ninhada de “doutores” que saem das faculdades de Jornalismo ao mesmo ritmo que uma porca pare bacorinhos e que confundem o Manuel Germano com o “género humano” ou andam à procura do “País do Apartheid” no mapa. 
2 – A menção ao facto de o filho de Raymond Hewllet ter queimado a carta com indícios importantes para um crime que ainda está a ser investigado foi deixada de lado, premeditadamente.

Jornalistas mentecaptos? Ou haverá aqui algo mais que isso?