27.11.07

Falta de inteligência

Uma das coisas que mais me espanta é a omissão da direcção da Polícia Judiciária, em matérias que nada têm a ver com o segredo de Justiça. Há meses, questionei a PJ sobre a hora a que tinha chegado ao local do crime a primeira brigada daquela polícia e a que horas tinha sido selado o apartamento. Recusaram-se a dar essa informação. Permitem, assim, que a Imprensa britânica avance com todo o tipo de dislates, afirmando, inclusive, que o apartamento só foi selado vários dias, semanas e até meses após o desaparecimento da criança. Depois admiram-se e lamentam-se por serem insultados, a torto e a direito, pela Imprensa britânica. Não se ponham a jeito, que isso já não acontece. Mas às vezes, até me parece que há por lá (ou mais acima…) quem goste de ver os investigadores (ou alguns investigadores...) da PJ completamente avacalhadaos, achincalhados e insultados. É bom que a gente não se esqueça de que a resposta do director da PJ à nojenta campanha da Imprensa inglesa contra Gonçalo Amaral foi afastá-lo da investigação, para colocar lá um homem da sua confiança pessoal. E que, como o próprio Alípio Ribeiro já reconheceu, em entrevista a um órgão de Comunicação Social que pertence a um grande grupo empresarial, primeiro colocou os patins ao investigador Gonçalo Amaral e só depois falou com ele. Nada mau, para quem dirige uma polícia de investigação criminal: dá-se-lhe com a moca e e só depois é que se pergunta se tem alguma coisa a alegar em sua defesa. Sabendo que houve pelo menos um ministro português que passaram algumas horas ao telefone, ainda por cima a falar

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