19.7.08

Os apoiantes portugueses dos McCann

Dos 24 deputados europeus portugues, 14 assinaram a declaração de apoio à criação de um sistema europeu de alerta, em caso de desaparecimento de crianças. A declaração, subscrita por cinco deputados, foi o pretexto para levar o casal McCann ao Parlamento Europeu, onde deram uma conferência de Imprensa, salientando mais uma vez que, se um sistema de alerta semelhante ao existente nos EUA, estivesse activo, Madeleine McCann poderia ter sido salva das mãos do alegado raptor.

Paulo Casaca (PS), Maria da Assunção Esteves (PSD), Edite Estrela (PS), Emanuel Jardim Fernandes (PS), Ilda Figueiredo (PCP-PEV), Ana Maria Gomes (PS), Pedro Guerreiro (PCP), Joel Hasse Ferreira (PS), Jamila Madeira (PS), João de Deus Pinheiro (PSD), Luis Queiró (CDS), José Ribeiro e Castro (CDS), Manuel António dos Santos (PS) e José Albino Silva Peneda (PSD) assinaram a declaração que apoia a pretensão dos McCann.

Carlos Coelho, do PSD, recusou-se a assinar e chamou os bois pelo nome: os McCann lançaram uma campanha de Relações Públicas para se apropriarem de uma inicativa do Parlamento Europeu, que estava em curso, afirmou. De salientar que a União Europeia tem uma estratégia definida, que está a ser aplicada desde 2006, para reforçar a cooperação entre forças policiais, nestes casos.

No passado dia 9, os ministros europeus da Justiça, reunidos em Cannes, França, rejeitaram a ideia de um alerta inspirado no sistema norte-americano, como os McCann pretendem. Curiosamente, o principal responsável pelo departamento da polícia britânica encarregue de investigar casos de crianças desaparecidas manifestou publicamente a sua total oposição ao projecto dos McCann, em declarações ao jornal Times. O Comissário Richard Bryan afirmou que, na Europa, "não há necessidade de imitar o sistema norte-americano" e lembrou que o próprio Reino Unido já tem sistema nacional de alerta, desde 2006, que apenas foi utilizado três vezes.

1 comentário:

Cláudia disse...

Gente sem vergonha na cara e que, se dependesse de mim, seriam destituídos da cidadania Portuguesa.