22.1.10

Quem se responsabiliza pelo Henrique Monteiro?

Em Julho de 2008, escrevi este comentário, a propósito das críticas quer o director do Expresso fez à investigação da PJ, no caso Maddie. Fui reler este texto, recentemente, tal como muitos outros, para recolher elementos destinados a elaborar uma espécie de rol, onde tenciono destacar algumas das mais proeminentes e desbocadas intervenções de personalidades públicas, neste caso.
Prometo, desde já, que o Henrique Monteiro fará parte desse rol, onde pretendo caracterizar, em termos sucintos, o papel que ele e outros desempenharam – na minha humilde opinião – no caso McCann.
E já o “baptizei” – a “Virgem Ofendida” - utilizando uma “fórmula” inspirada no divertidíssimo livro “Rol de Cornudos”, de Camilo José Cela.

Mas nada de confusões! Apenas me inspirei na forma como Camilo José Cela caracteriza, um a um, os vários tipos de cornudos! E resolvi fazer um “Rol” ainda não sei bem de quê. Falta-me aqui um termo, confesso, que permita “aglutinar” Rogério Alves, Martin Brunt, Tony Parsons, Pedro Tadeu, Isabel Stilwell e tantos outros que revelaram facetas desconhecidas – pelo menos para mim – na abordagem do drama que foi o desaparecimento de Madeleine McCann.

Já agora, espero que o Henrique Monteiro aceite estas críticas e reconheça que eu também tenho o direito a ter opinião – mesmo não sendo director de um jornal como o Expresso, de que ele tanto se orgulha. Em 1995, o Henrique Monteiro já era sub-director do Expresso. E nesse ano, aquilo que o “prestigiado” semanário fez, em relação a Macau, não é, de forma nenhuma, razão para se ter orgulho. Antes pelo contrário.
Eu explico. Em 1995, o Expresso, onde o Henrique Monteiro era já sub-director, anunciou a “publicação de um suplemento especial sobre Macau, em cinco fascículos, classificando-os como ‘O último e mais credenciado olhar português sobre o Oriente’. Ou seja, afirmando, claramente, que esses fascículos seriam um trabalho jornalístico – daí a expressão o “mais credenciado olhar português sobre o Oriente".
Acontece que, como os jornais de Macau revelaram, “aquilo que era publicitado como um trabalho jornalístico acabou por se revelar um suplemento comercial, pago e totalmente feito pelo Governo de Rocha Vieira, através de uma empresa privada – a Livros do Oriente, de Beltrão Coelho”. Uma síntese desta triste história pode ser lida aqui, num conjunto de artigos publicados pela Tribuna de Macau e pelo Ponto Final.
Como o povo costuma dizer, bem pode o Henrique Monteiro limpar as mãos à parede, que debaixo das unhas sempre lhe ficará qualquer coisa.

1 comentário:

mandarinn disse...

Eu já fui leitora assidua do Expresso, mas este jornal tem decaido tanto que, para mim, já foi.Devo acrescentar que o mesmo pensam muitas pessoas minhas conhecidas.
O HM , esta orgulhoso de quê?!