2.9.10

Jornalistas mentecaptos? Ou haverá aqui algo mais que isso?



O pedófilo Raymond Hewlett escreveu uma carta, antes de morrer, em Abril passado, onde diz que um clã cigano raptou Madeleine Mccann, por encomenda de um casal rico que n˜åo tinha filhos. A carta foi entregue por um desconhecido ao filho de Hewlett. Wayne Hewlett, que tinha cortado relações com o pai há muitos anos, leu a carta e queimou-a. 
A notícia foi avançada pelo jornal Sun, há dois dias. O porta-voz dos Mccann, Clarence Mitchell, disse aos jornalistas que os pais de Madeleine “estavam muito gratos a Wayne, por este ter revelado aquela informação” e os investigadores ao serviço do casal iriam colocar, no topo das suas prioridades, interrogar o filho de Raymond Hewlett. 
Aqueles que conhecem bem este caso não ficarão admirados com a criatividade do “Team Mccann”. Mas quem tiver dois dedos de testa, percebe que a história não tem pés nem cabeça – e é impossível de provar seja o que for.


Primeiro, Hewlett já morreu. Segundo, ninguém sabe quem é o “desconhecido” que entregou a carta ao filho. Terceiro, o filho queimou a carta. Curioso, nesta história, é que o Diário de Notícias, ao citar o Sun, se tenha esquecido de mencionar o pormenor de a carta ter sido queimada e o “correio” que a entregou ser desconhecido. 
O que deixa duas hipóteses em aberto, a saber: 
1 – A notícia foi escrita por um estagiário, dessa ninhada de “doutores” que saem das faculdades de Jornalismo ao mesmo ritmo que uma porca pare bacorinhos e que confundem o Manuel Germano com o “género humano” ou andam à procura do “País do Apartheid” no mapa. 
2 – A menção ao facto de o filho de Raymond Hewllet ter queimado a carta com indícios importantes para um crime que ainda está a ser investigado foi deixada de lado, premeditadamente.

1 comentário:

astro disse...

Caro Paulo, a versão "sanitizada" que saiu na imprensa portuguesa foi obviamente tratada pelos suspeitos do costume... aliás, desconfio que se não fosse a intervenção dos ditos suspeitos, os meios de comunicação social portugueses teriam deixado passar esta historieta absolutamente ridícula, dando-lhe a atenção que ela merece: nenhuma.

Aguardamos os próximos capítulos de uma saga que, se não fosse tão tenebrosamente triste, seria uma fonte inesgotável de galhofa.

Boa rentrée!